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Angelino Clemêncio – O bowling é uma combinação de movimentos
10.07.2008
Fonte: Independente de Cantanhede
Angelino Clemêncio joga bowling desde 1978, altura em que residia perto de Paris. Profissionalizou-se dez anos depois, quando vivia na Venezuela. Está em Portugal há 12 anos, e considera que nos últimos anos o bowling tem evoluído muito. Na altura em que veio poucos eram os locais onde se podia jogar bowling.
Sendo o actual presidente do Clube de Bowling de Cantanhede, ensina a cerca de 25 atletas como se pratica este desporto. Como seu "mestre" teve o treinador de Amleto Monacelli, o jogador de bowling venezuelano que mais admira.
Um desporto onde reina o convívio assim define o bowling. Não existem truques, para si o mais importante é saber conjugar determinados movimentos do corpo. Já passaram 30 anos desde que começou a praticar, mas acredita que ainda tem muito que aprender. Gostava de um dia participar num campeonato europeu.
Quando deu os "primeiros passos" no bowling?
Comecei a jogar bowling em 1978, nessa altura era um desporto praticamente desconhecido. Estava emigrado na França, perto de Paris, foi aí que dei os primeiros passos neste desporto. Comecei a praticar entre amigos, aos sábados e domingos, quando tinha 17 anos. Íamos à discoteca, e depois passávamos pelo bowling, e assim comecei a aprender. Ninguém me influenciou. Só jogava por jogar, não era amador nem profissional, o bowling era um passatempo.
Profissionalizou-se 10 anos mais tarde…
Profissionalizei-me em 1987, quando estava a viver na Venezuela. Aí comecei a jogar como aficionado. Tive o prazer de conhecer grandes pessoas do bowling, que hoje em dia estão no salão da fama deste desporto. Um exemplo é o Amleto Monacelli, um grande campeão venezuelano, e o único jogador estrangeiro que tem fama nos Estados Unidos. É um dos grandes jogadores que há hoje em dia. O pai dele já era aficionado. Quem me ensinou a jogar foi o treinador do Amleto Monacelli, na altura entrei para o Clube dos Setecentos, muito conhecido na Venezuela. Os directores do clube eram o pai e o irmão do Monacelli. Vim para Portugal no ano de 1996. Cá, o primeiro bowling que conheci foi em Matosinhos, o "Strikebowl", foi onde comecei a jogar em Portugal e onde fiz os meus primeiros jogos. Entretanto, como tenho um negócio na Praia da Barra, tornava-se mais fácil jogar em Ovar. Quando conhecei o Rex Bowling, passei a ir treinar para lá.
Notou muita diferença entre a Venezuela e Portugal?
Notei, lá é um desporto conhecido há muitos anos, há muitos bowlings, enquanto em Portugal o mais perto que conhecia era em Matosinhos. Aqui é um desporto conhecido há meia dúzia de anos, mas desde há três anos que têm surgido mais espaços como por exemplo em Cacia, na Figueira da Foz, em Albergaria-a-Velha ou Coimbra. Existem mais locais e mais pessoas a praticar.
Como define o bowling?
O bowling é uma combinação de movimentos. É um desporto para conviver. Convive-se com amigos e conhecem-se pessoas novas, não há aquela guerra de querer ser o melhor. Na Venezuela até havia concursos de jogar com a mão esquerda, e outros com as luzes apagadas onde só havia a luz dos pins. Umas vezes jogávamos casados contra solteiros, outras vezes a primeira bola era com a mão direita e a segunda com a esquerda. Primeiro há que formar um clube e só depois é que jogamos clube contra clube para se disputar as finais, tal como fiz no Campeonato Nacional com o meu colega Victor Cunha. Este ano foi a primeira vez que participei num campeonato em Portugal e fiquei logo classificado. Jogar bowling implica a movimentação dos pés, balanço do corpo, força e movimento do braço. A força tem importância mais não é o mais importante, a coordenação é mais importante.
Presidente do Clube de Bowling de Cantanhede…
Como é um desporto pouco conhecido mas que eu gosto muito, o Carlos Cantarinho, responsável pelo Rex Bowling, pediu-me para formar um clube entre amigos. Comecei por dar formação a uns rapazes que queriam aprender e assim formamos o Clube de Bowling de Cantanhede há cerca de quatro meses. Somos perto de 25 aficionados. Estamos com boas bases e a caminhar rápido, formando bons alunos. Grande parte são de Cantanhede, mas também há atletas de Vagos, Ílhavo e Ouca, por exemplo. Enquanto conseguirmos "chamar" pessoas que gostem deste desporto vamos continuar com o Clube. Os talentos vão-se arrecadando pouco a pouco e não de um dia para o outro.
Sempre teve o bowling como desporto de eleição?
Já pratiquei vários desportos, mas como tive um acidente há uns anos atrás tive de deixar o futebol, um desporto que gosto muito. Como não posso correr, consigo jogar bowling apesar dos meus "defeitos". Semanalmente sou capaz de treinar umas oito horas. Quando há campeonatos chego a praticar duas ou três horas por dia.
Existem truques para se saber dominar bem a bola?
Truques não há. É necessário ser observador, esperto e gostar muito deste desporto. Há que saber combinar os movimentos. Digo muitas vezes aqueles rapazes que querem aprender e que chegam com aquela febre de querer logo jogar bem, que não pode ser assim, há que ter calma. O bowling tem muita coisa para aprender, não é só olhar lá para o fundo da pista, é ter em atenção as marcas que estão no chão. Só é necessário uma bola e um par de sapatos, e é preciso jogar regularmente. Há que dedicar um tempo à aprendizagem. Já jogo desde 1978, e ainda estou a aprender. Há sempre tecnologias novas e material novo.
Um momento marcante no mundo do bowling…
Ver o Amleto Monacelli fazer uma série perfeita. Aconteceu em 1988. No total pôs os pins todos a baixo doze vezes seguidas e arrecadou 300 pontos, a pontuação máxima.
Conte um sonho que espera ver tornar-se realidade?
Gostava de representar Portugal, ou o Clube de Bowling de Cantanhede, num campeonato europeu.
Fonte Online
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10.07.2008
Fonte: Independente de Cantanhede
Angelino Clemêncio joga bowling desde 1978, altura em que residia perto de Paris. Profissionalizou-se dez anos depois, quando vivia na Venezuela. Está em Portugal há 12 anos, e considera que nos últimos anos o bowling tem evoluído muito. Na altura em que veio poucos eram os locais onde se podia jogar bowling.
Sendo o actual presidente do Clube de Bowling de Cantanhede, ensina a cerca de 25 atletas como se pratica este desporto. Como seu "mestre" teve o treinador de Amleto Monacelli, o jogador de bowling venezuelano que mais admira.
Um desporto onde reina o convívio assim define o bowling. Não existem truques, para si o mais importante é saber conjugar determinados movimentos do corpo. Já passaram 30 anos desde que começou a praticar, mas acredita que ainda tem muito que aprender. Gostava de um dia participar num campeonato europeu.
Quando deu os "primeiros passos" no bowling?
Comecei a jogar bowling em 1978, nessa altura era um desporto praticamente desconhecido. Estava emigrado na França, perto de Paris, foi aí que dei os primeiros passos neste desporto. Comecei a praticar entre amigos, aos sábados e domingos, quando tinha 17 anos. Íamos à discoteca, e depois passávamos pelo bowling, e assim comecei a aprender. Ninguém me influenciou. Só jogava por jogar, não era amador nem profissional, o bowling era um passatempo.
Profissionalizou-se 10 anos mais tarde…
Profissionalizei-me em 1987, quando estava a viver na Venezuela. Aí comecei a jogar como aficionado. Tive o prazer de conhecer grandes pessoas do bowling, que hoje em dia estão no salão da fama deste desporto. Um exemplo é o Amleto Monacelli, um grande campeão venezuelano, e o único jogador estrangeiro que tem fama nos Estados Unidos. É um dos grandes jogadores que há hoje em dia. O pai dele já era aficionado. Quem me ensinou a jogar foi o treinador do Amleto Monacelli, na altura entrei para o Clube dos Setecentos, muito conhecido na Venezuela. Os directores do clube eram o pai e o irmão do Monacelli. Vim para Portugal no ano de 1996. Cá, o primeiro bowling que conheci foi em Matosinhos, o "Strikebowl", foi onde comecei a jogar em Portugal e onde fiz os meus primeiros jogos. Entretanto, como tenho um negócio na Praia da Barra, tornava-se mais fácil jogar em Ovar. Quando conhecei o Rex Bowling, passei a ir treinar para lá.
Notou muita diferença entre a Venezuela e Portugal?
Notei, lá é um desporto conhecido há muitos anos, há muitos bowlings, enquanto em Portugal o mais perto que conhecia era em Matosinhos. Aqui é um desporto conhecido há meia dúzia de anos, mas desde há três anos que têm surgido mais espaços como por exemplo em Cacia, na Figueira da Foz, em Albergaria-a-Velha ou Coimbra. Existem mais locais e mais pessoas a praticar.
Como define o bowling?
O bowling é uma combinação de movimentos. É um desporto para conviver. Convive-se com amigos e conhecem-se pessoas novas, não há aquela guerra de querer ser o melhor. Na Venezuela até havia concursos de jogar com a mão esquerda, e outros com as luzes apagadas onde só havia a luz dos pins. Umas vezes jogávamos casados contra solteiros, outras vezes a primeira bola era com a mão direita e a segunda com a esquerda. Primeiro há que formar um clube e só depois é que jogamos clube contra clube para se disputar as finais, tal como fiz no Campeonato Nacional com o meu colega Victor Cunha. Este ano foi a primeira vez que participei num campeonato em Portugal e fiquei logo classificado. Jogar bowling implica a movimentação dos pés, balanço do corpo, força e movimento do braço. A força tem importância mais não é o mais importante, a coordenação é mais importante.
Presidente do Clube de Bowling de Cantanhede…
Como é um desporto pouco conhecido mas que eu gosto muito, o Carlos Cantarinho, responsável pelo Rex Bowling, pediu-me para formar um clube entre amigos. Comecei por dar formação a uns rapazes que queriam aprender e assim formamos o Clube de Bowling de Cantanhede há cerca de quatro meses. Somos perto de 25 aficionados. Estamos com boas bases e a caminhar rápido, formando bons alunos. Grande parte são de Cantanhede, mas também há atletas de Vagos, Ílhavo e Ouca, por exemplo. Enquanto conseguirmos "chamar" pessoas que gostem deste desporto vamos continuar com o Clube. Os talentos vão-se arrecadando pouco a pouco e não de um dia para o outro.
Sempre teve o bowling como desporto de eleição?
Já pratiquei vários desportos, mas como tive um acidente há uns anos atrás tive de deixar o futebol, um desporto que gosto muito. Como não posso correr, consigo jogar bowling apesar dos meus "defeitos". Semanalmente sou capaz de treinar umas oito horas. Quando há campeonatos chego a praticar duas ou três horas por dia.
Existem truques para se saber dominar bem a bola?
Truques não há. É necessário ser observador, esperto e gostar muito deste desporto. Há que saber combinar os movimentos. Digo muitas vezes aqueles rapazes que querem aprender e que chegam com aquela febre de querer logo jogar bem, que não pode ser assim, há que ter calma. O bowling tem muita coisa para aprender, não é só olhar lá para o fundo da pista, é ter em atenção as marcas que estão no chão. Só é necessário uma bola e um par de sapatos, e é preciso jogar regularmente. Há que dedicar um tempo à aprendizagem. Já jogo desde 1978, e ainda estou a aprender. Há sempre tecnologias novas e material novo.
Um momento marcante no mundo do bowling…
Ver o Amleto Monacelli fazer uma série perfeita. Aconteceu em 1988. No total pôs os pins todos a baixo doze vezes seguidas e arrecadou 300 pontos, a pontuação máxima.
Conte um sonho que espera ver tornar-se realidade?
Gostava de representar Portugal, ou o Clube de Bowling de Cantanhede, num campeonato europeu.
Fonte Online
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